Saturday, September 15, 2012

O papel dos gatos no antigo egipto

A relação gato-humana já existe há muito tempo. O profeta Maomé disse mesmo ter encontrado um gato que dormia nas suas vestes, pelo que terá feito um buraco nelas para não atormentar o animal. Provas da co-existência entre gatos e humanos datam à altura de 6000 A.C. na ilha do Chipre, onde arqueologistas encontraram ossos de gatos, humanos e ratos enterrados juntos.
Hoje em dia os gatos podem ser comprados, adoptados, resgatados das ruas e criados. Mas, apesar da nossa relação com os nossos gatos nenhuma cultura os recebeu tão bem como a cultura do Antigo Egípto.
Pensa-se que os humanos terão aceite os gatos pela sua vontade em caçar ratos que comiam as produções agrícolas destes.
O gato doméstico no Egípto data de 2000 A.C. Estes eram capturados do seu habitat natural enquanto pequenos para serem domesticados.
A primeira felina egípcia terá side Mafdet, representada nos Textos da Pirâmide (colecção de textos religiosos do Antigo Egípto da altura do Médio Império) por ter morto uma cobra com as suas garras. Mafdet significa "corredora" em egípcio.
Embora haja muitos outros deuses-gatos egípcios, Bastet é a única representada como gato doméstico. Os gatos eram então referidos como manifestações da deusa. Bastet tinha muitos papéis. Ela era a deusa da fertilidade, da lua e protectora de todos os gatos.
Quando representada em total figura felina era chamada de Bastet, mas quando representada com a cabeça de gato e corpo de mulher era chamada de Bast. Na mitologia egípcia, Bastet tinha muitos conflitos com outros deuses e deusas. Dizia-se ser a filha de Mwt e Amun, irmã de Djehuty, Sheshat, Het Heret, Ma'at e gémea de Sekhmet. Dizia-se ser também a parceira sexual de todos os deuses e deusas e a esposa de Rá.
Os gatos eram tratados como deuses no Antigo Egípto e protegidos pela lei. Se alguém matasse um gato nesta altura, era condenado à morte, tivesse o crime sido cometido deliberadamente ou não. As pessoas juntavam-se e matavam o autor do crime.
O amor dos egípcios pelos gatos era tão grande que fez com que estes se rendessem na guerra com o povo Persa. Sabendo da extrema devoção por parte dos primeiros pelos seus gatos, o general Persa ordenou aos seus soldados a captura de tantos gatos quantos conseguissem. Após capturarem gatos suficientes, returnaram à cidade de Pelusium e organizaram-se para a batalha. Ao ver o número de gatos aterrorizados que corriam pelo campo de batalha, os Egípcios renderam-se e entregaram a sua cidade aos Persas.
Noutro exemplo do amor dos Egípcios pelos seus gatos, Herodotus (antigo historiador Grego) conta que quando havia um fogo, os homens formavam uma linha para evitar que as chamam chegassem aos seus gatos.
A importância destes animais é também mostrada na abundância de estatuetas decoradas encontradas nos túmulos dos Egípcios.
Os gatos eram também mumificados após a morte e ratos, ratazanas e chávenas com leite colocadas nos seus túmulos. Contudo, raios-X de 55 gatos mumificados apresentavam pescoços partidos, implicando que os padres do Templo poderão tê-los morto para baixar a população felina e usado-os como uma oferta para a deusa Bastet.
Os cemitérios felinos encontram-se perto do rio Nilo e as múmias dos mesmos podem ser encontradas nos túmulos de Egípcios. A cidade de Bubastis ou Tell Basta contém cerca de 300 000 múmias felinas.

O processo de mumificação felina realizava-se da seguinte forma:

  1. Remoção dos órgãos internos;
  2. Enchimento do corpo com areia ou outro material;
  3. Posicionamento em pose sentada;
  4. Embrulhamento;
  5. Caras pintadas nas ligaduras com tinta preta;
  6. Desidratação natural.
Quando um gato morria, os ocupantes da casa onde isto tinha acontecido devido a causas naturais, atravessavam um grande período de luto e rapavam as suas sobrancelhas.
Embora o amor dos Egípcios por parte dos seus gatos fosse muitos grande, muitos Egiptólogos dizem que estes nunca foram considerados sagrados.

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